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Conjuntivite alérgica - Comum no outono

O outono e o inverno, períodos de baixa umidade, caracterizam-se pelo aumento do número de partículas de poluição e de poeira no ar. Isso tende a disparar quadros respiratórios alérgicos que podem afetar os olhos.

Quarta, 08 de junho de 2022


Coceira, lacrimejamento excessivo e irritação nos olhos estão entre os sintomas frequentes no outono e no inverno, e podem indicar alergia ocular —problema que atinge cerca de 20% da população, segundo dados do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). Um dos tipos de alergia ocular mais comum é a conjuntivite alérgica. Ela ocorre quando partículas de poluição, pó ou pólen geram inflamação da conjuntiva, membrana transparente que cobre o olho. Diferentemente das conjuntivites gerada por vírus ou bactérias, a alérgica não é contagiosa, pois está associada a uma atividade do sistema imunológico do próprio paciente, que reage a substâncias que entram em contato com os olhos.

Lacrimejamento excessivo, vermelhidão, irritação, coceira e sensibilidade à luz são sintomas recorrentes de qualquer conjuntivite e somente uma análise biomicroscópica permite identificar se o problema nos olhos é provocado por bactérias, vírus ou partículas. No entanto, a conjuntivite alérgica tende a ser mais comum entre o outono e a primavera, enquanto as outras costumam ter maior ocorrência no verão. Além disso, a alergia ocular apresenta menos secreção e muita coceira, ocasionada quando você entra em contato com o agente alérgico —e pode ter fim pouco tempo depois de esse contato cessar.

A duração da alergia ocular costuma ser de até cerca de dois dias. Já a conjuntivite bacteriana permanece por um período em torno de cinco dias e causa mais secreção densa e amarelada. O tipo viral dura até cerca de 15 dias e, por ser mais próximo da gripe, geralmente implica na inflamação das vias aéreas.

No caso da conjuntivite alérgica, é importante observar qual o estopim da crise —poluição, poeira, pólen ou até um perfume específico— e manter distância dele. Na rua —onde é impossível controlar os poluentes ou o pó—, a orientação é usar óculos escuros. Eles são uma barreira física e evitam que partículas entrem em contato com os olhos. Já em ambientes fechados, para amenizar os efeitos nocivos do tempo seco, os umidificadores ajudam a minimizar tanto os incômodos respiratórios quanto a irritação dos olhos.

O tratamento de outros processos associados —como rinite e sinusite— já causa efeito no incômodo dos olhos causado por alergia. Ainda é possível usar um colírio lubrificante ou mesmo compressa de água filtrada para "limpar" a área e diminuir a irritação da região ocular. De acordo com os especialistas, o uso de soro fisiológico ou água boricada em garrafinhas não é recomendado. Assim que as embalagens são abertas e esses produtos entram em contato com o ar, eles podem ser rapidamente contaminados com agentes biológicos —ocasionando uma piora da inflamação e até uma infecção.

Quando existe demora para buscar tratamento, o quadro pode se agravar, com risco de lesões na córnea. Em alguns casos, quando não há melhora, é necessário consultar um especialista para avaliação completa.

Fonte: VivaBem UOL


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